Quem sou eu, Senhor?

Eu já falei muitas vezes e não me canso de dizer que quando eu conheci Jesus eu descobri a minha essência, que é o amor. Parece clichê, mas foi uma grande descoberta, já que quando eu me entreguei à Ele eu cheguei em Seus braços com meu coração moído, dilacerado pela dor e com a minha mente e caráter deformados pelo mundo.
Ao descobrir isto comecei a buscar cada dia mais me encontrar nesta identidade de amor, de ser amor e de viver esse amor. Mas chegaram dias em que eu não me encontrava, parecia haver algo errado nisto e eu comecei a me sentir uma farsa. Há dias em que eu preciso lutar tanto contra mim que eu não conseguia entender como alguém que tinha se descoberto num amor tão puro e pleno poderia ainda ter tantos defeitos, ser tão fraca e falha. Com o passar dos dias eu consegui entender que não havia nada de errado, mas eu estava me limitando em achar que eu deveria ser perfeita.

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“8 Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. 9 Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; 10 Trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos;” – 2 Coríntios 4:8-10

Já que o amor de Cristo nos liberta por que eu comecei a me sentir presa? Ao tentar buscar ser alguém perfeita eu estava me limitando, não estava fluindo nesta liberdade que me foi concedida por Ele e comprada por alto preço naquela cruz. Algumas vezes a busca por algo de forma obstinada nos torna prisioneiros e a nossa motivação se torna errada, em querer parecer perfeito por medo de não ser aceito, parece que carregamos um peso, que por sermos cristãos temos de ser perfeitos, não podemos errar, não podemos demonstrar nossas fraquezas, não podemos sentir medo. Nós vamos nos sentir fracos, vamos sentir medo, mas nossa força e coragem vem de Cristo, somos completamente dependentes dEle e por Ele seguiremos adiante. O amor dEle por nós nos manterá nesta infinita busca de mudança e transformação.

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“30 Se convém gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza.” 2 Coríntios 11:30

Isso não quer dizer que não devemos buscar ser perfeitos, é uma busca válida e algo que até o momento eu acredito que nunca alcançarei e eu busco seguir o modelo que é Jesus. Ele veio nos mostrar como devemos agir, Ele veio nos mostrar o que é amar e Ele é a personificação do amor, esta busca é o que nos fará ser a melhor versão que Deus nos criou pra ser. Sempre haverá algo que lutaremos contra, seja algo interno, contra nós, ou externo, mas não podemos nos limitar a ficar estagnados, escondidos onde nos é confortável e deixar de viver a plenitude e a profundidade do amor de Cristo que nos libertou.

“1 Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão.” – Gálatas 5:1

Eu cheguei à plenitude da liberdade e do amor de Jesus quando nesta madrugada eu entendi que a cada dia eu iria aprender algo novo, que a cada dia o amor se renovaria e buscaria se expressar através de mim de variadas formas, que a cada dia Ele iria me ensinar mais um pouco de quem eu sou, do que eu sou capaz através dEle, de como eu irei fluir através do amor dEle e por Ele. Mas uma coisa é certa e nisto não há dúvida, eu sou filha de Cristo, amada por Ele e nEle eu encontrei o meu lugar e nos braços dEle eu farei a minha morada todos os dias.

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Deixe Jesus te levar onde você nunca foi, tome a tua posição de guerreiro(a) de Cristo, tome posse da paternidade de Jesus em sua vida para que você encontre sua identidade de filho(a) amado(a) e querido(a) e alcance a plenitude do amor dEle, que morreu por você, por amor à você, para que você seja livre.
Deus te abençoe!

Josie Ferreira.

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4 comentários sobre “Quem sou eu, Senhor?

  1. Thiago disse:

    Quando descobrimos que, por intermédio de sua misericórdia, somos livres, um novo sentido de viver nos é revelado. Diante desta revelação, uma emoção de alegria nos contagia, nos motivando a praticar e a viver a essência de Cristo, o amor. Quanto mais vivemos, quanto mais praticamos, quanto mais mergulhamos em busca desta identidade genuína de Cristo, mais nosso amor por Deus e pelo próximo ganha sentido.. Assim descobrindo a cada dia nossa iindescritível é verdadeira identidade. (Amor ao Pai, ao Filho, ao Espírito, ao próximo e por aquilo que praticamos)

    Curtido por 1 pessoa

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